As Papoulas

Uma das mais belas cenas de 'O Mágico de Oz' é a do campo de papoulas, onde Dorothy e seus amigos, vítimas do feitiço da Bruxa Má do Oeste, quase adormecem para sempre embalados pela 'música de ninar mortífera' entoada pelas flores.

É uma cena de grande beleza plástica, musical e coreográfica.

Mas quais são os reais poderes dessas 'ninfas do paraíso'?






















História

As papoulas são usadas desde 3.000 a.C. em cultos sumérios. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação intestinal com infusões obtidas a partir da papoula.

A papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu.


Características

A papoula é uma planta da Família das Papaveráceas. De floração anual (as flores desabrocham no fim do verão), elas crescem até 80cm de altura e possuem caules finos cobertos por uma delicada penugem, folhas estreitas e divididas em segmentos lanceolados.

São abundantes no hemisfério norte e cultivada para ornamento, ópio ou comida.

A papoula silvestre dá flores brancas, rosas, laranja ou vermelhas, sempre com a base das pétalas brancas.

A papoula somniferum (ou papoula dormideira) é de onde se obtém o ópio, retirado à partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Também desta espécie é extraída a morfina e a codeína.


Usos Medicinais

Hipócrates foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas enfermidades.

O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios. Foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar muitas doenças e até de rejuvenescer.

Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina.

Usos Tradicionais: amigdalite, ansiedade, asma, bronquite, diarréia, disenteria, insónia, pleurisia, pneumonia, tosse.

Propriedades Medicinais: adstringente, analgésico, anódino, antiespasmódico, carminativo, diaforético, expectorante, sedativo.

 
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