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Gypsy - O Musical

2010 - RJ e SP

12/04/2011

Gypsy � um sonho tornando-se realidade.

Esta frase � t�o lugar comum que se aplica, de alguma forma, a todos os grandes musicais da Broadway montados no Brasil nos �ltimos tempos. O avan�o do g�nero entre n�s foi t�o r�pido e t�o espetacular que ainda parece sonho muito do que temos realizado. Mas no caso de GYPSY, esta sensa��o � mais forte ainda.

Este � um musical que povoa os sonhos de quem ama o g�nero. Aqui est�o reunidos artistas e colaboradores que, tendo se juntando em 1959 para criar estra obra de arte, mudaram a hist�ria de toda uma dramaturgia. Arthur Laurents (texto), Jule Styne (m�sica), Stephen Sondheim (letras) e Jerome Robbins (coreografia): para forjar um paralelo verde-amarelo, � o mesmo que estar falando em Pel�, Garrincha, Didi e Nilton Santos no mesmo time. � o "dream-team" dos musicais.

Baseado na vida real e rocambolesca da stripper Gypsy Rose Lee, a hist�ria � apoiada sobretudo no personagem de Rose, a m�e dominadora que vive em fun��o de transformar as filhas em estrelas de teatro. O pano de fundo � a virada que houve no entretenimento americano nas primeiras d�cadas do s�culo passado, com a decad�ncia do teatro de variedades (esp�cie de show itinerante de talentos que abrigava desde a dan�a e o canto at� n�meros com animais circenses, acorb�ticos e o que fosse poss�vel), e o surgimento do "burlesco", um tipo de teatro adulto, inicialmente s� para plateias masculinas, que inclu�a como �pice o strip-tease de mulheres em suas apresenta��es. Tudo isso � parte do enredo de GYPSY, mas o que interessa aqui - e especialmente numa montagem dirigida e criada por e para brasileiros - � a for�a dos personagens, a rela��o complexa entre a m�e e suas duas filhas, a obstina��o de Rose em ver seu sonho concretizado a qualquer custo.







Tudo o que vemos em cena � fruto da cabe�a de Rose. Ela cria os n�meros, ela ensaia as crian�as, escolhe os artistas mirins que far�o os shows, ela tem sonhos com os truques que entrar�o nos n�meros. Rose �, na verdade, o pensamento que Styne, Sondheim, Laurents e principalmente Robbins procuram mimetizar ao construir este musical. Este talvez seja, entre tantos, o maior acerto de todos: um musical que se escreve e se conta atrav�s dos olhos e ouvidos de um personagem obstinado, mas na verdade n�o t�o talentoso assim.

Fizemos quest�o de, ao adquirir os direitos de GYPSY para o Brasil, assegurar que pud�ssemos usar a coreografia original de Jerome Robbins, que � uma parte muito significativa da alma do show. Robbins, um dos mais importantes nomes da dan�a de todos os tempos, cria os n�meros como se fosse Rose, com os limites dela, com a "falta de gosto" dela, e acentuando sua ingenuidade em tudo. O mesmo se pode dizer das letras de Stephen Sondheim, na �poca um quase novato na Broadway, que escreve com um esp�rito muitas vezes infantil e na�ve, com rimas sa�das mais da cabe�a dos seus personagens do que de sua reconhecida genialidade po�tica. Isto porque em GYPSY s�o os personagens que escrevem e encenam o que estamos vendo.

� incr�vel olhar para o palco do Teatro Villa-Lobos agora, perto de abrir o ano, e entender que estamos fazendo GYPSY no Brasil. Chegamos aqui com o cora��o na m�o, o sentimento de que � poss�vel reunir um elenco de 40 artistas de teatro musical capazes de encenar esta obra t�o complexa do ponto de vista de exig�ncias t�cnicas, e ao mesmo tempo t�o simples quando fala das emo��es mais b�sicas e humanas de todos n�s. A superprodu��o de cen�rios e figurinos, a grandiosidade da orquestra, a possibilidade de oferecer ao p�blico um musical deste porte sem precisar escamotear este ou aquele detalhe com a desculpa do "n�o foi poss�vel porque aqui � Brasil" - isso n�o aconteceu e nos enche de orgulho, d� uma boa sensa��o de que ainda � poss�vel seguir aceitando desafios.

H� quem diga que tem gente que ama e gente que detesta musical, sej� l� qual for. Mas h� um dito popular que diz: "se voc� conhece algu�m que detesta musical, mande esta pessoa assistir GYPSY. Se ela sair de l� sem ter mudado de ideia, n�o tem mais jeito. � um caso perdido."

Charles M�eller & Claudio Botelho

EQUIPE

M�sica - Jule Styne
Letras - Stephen Sondheim
Texto - Arthur Laurents
Coreografia Original - Jerome Robbins
Dire��o Musical e reg�ncia - Marcelo Castro
Pianistas Ensaiadores - Zaida Valentim e Marcelo Eduardo Farias
Programa��o de Teclados - Heberth Souza
Cen�rio - Rog�rio Falc�o
Figurinos - Marcelo Pies
Supervis�o Coreogr�fica - Dalal Achcar
Remontagem Coreogr�fica e coreografias adicionais - Janice Botelho
Remontagem Coreogr�fica e coreografias adicionais de sapateado - Fl�vio Salles
Design de Som - Marcelo Claret
Ilumina��o - Paulo Cesar Medeiros
Visagismo - Beto Carramanhos
Orquestra��o - Sid Ramin e Robert Ginzler
Aranjos para Dan�a - John Kander
Supervis�o Musical - Claudio Botelho
Coordena��o Art�stica - Tina Salles
Diretora Assisstente - Paula Sandroni
Casting - Marcela Altberg
Produ��o Executiva - Aniela Jordan e Luiz Calainho
Realiza��o - Aventura Entretenimento
Dire��o - Charles M�eller
Vers�o Brasileira - Claudio Botelho

ELENCO:

Rose - Totia Meireles
Louise - Adriana Garambone
Herbie - Eduardo Galv�o
June - Renata Ricci
Tulsa - Andr� Torquato
Tessie Tura - Liane Maya
Mazeppa - Sheila Matos
Electra - Ada Chaseliov
Tio Joca, Mr. Goldstone, Charuto - Dudu Sandroni
Pai de Rose, Pastey - Luiz Carlos de Moraes
Sra. Cratchitt, Ren�e - Patricia Scott Bueno
Sr. Weber, Phil - L�o Wainer
Georgie, Boucheron-Couchon, ensemble - Ot�vio Zobaran

Os rapazes

Yonkers, vaca - Lucas Drummond
Angie - Igor Pontes
L.A. - Rodrigo Negrini
N.Y. , vaca - Tomas Quaresma
Ohio, ensemble - Kaio Borges

As garotas

Agnes, vaca, ensemble - Giselle Lima
Carol Ann, gar�onete China - Carol Costa
Betsy, vaca - Carol Ebecken
Geraldine - Giulia Nadruz
Sarah Jane, ensemble - Joane Mota
Marjorie May - Viviane Rojas

As meninas

Baby June - Izabely Tomazi, Larissa Manoela, Thaynara Bergamim (alternantes)
Baby Louise - Isabella Moreira, Juliane Oliveira, Marcella Calixto (alternantes)
Ensemble - Isabela do Amaral

Os meninos

Bryan Goto
Daniel Paulin
Felipe Severo
Gabriel C�rtes
Gabriel Santos
Rafael Hercowitz
Vinicius de Morais

A Orquestra

Reg�ncia - M�rcio Telles
Trompete 1 - Nahor Gomes
Trompete 2 - Otavio Nestares
Trombone - Vitor Carpint�ro
Trompa - Flavio Humberto Faria
Violino 1 - Paula Souza Lima
Violino 2 - Nikolay Iliev
Viola - Patricia de Lima
Cello - Leandro Tenorio
Baixo - Pablo Lyon
Percuss�o 1 - Gustavo Ramanzini
Percuss�o 2 - Nelton Essi
Teclado 1 - Marcelo Eduardo Farias
Teclado 2 - Mariane Claro
Teclado 3 - Marisa Gurgel
Sax e Clarineta - Whatson Cardozo
Flauta - Tiago Meira
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